ONCB celebra 18 anos fortalecendo a defesa dos direitos das pessoas cegas e com baixa visão

Neste 27 de julho, a Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) celebra 18 anos de atuação consolidando-se como a única entidade legalmente constituída de representação nacional das pessoas cegas e com baixa visão. Presente nas cinco regiões do país, a organização reúne mais de 100 filiadas e atua na defesa dos direitos, de cerca de 7,9 milhões de brasileiros com deficiência visual (Censo Demográfico 2022 do IBGE).

A ONCB promove o monitoramento e o aperfeiçoamento de políticas públicas, como protagonista em importantes conquistas nacionais. Entre elas, a contribuição para o fortalecimento da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência no ordenamento jurídico brasileiro, a mobilização para o aprimoramento da Lei Brasileira de Inclusão, a atuação, no STF, em defesa da educação inclusiva e a participação decisiva na ratificação do Tratado de Marraquexe, ampliando o acesso de pessoas cegas e com baixa visão à leitura.

A representatividade da ONCB também se expressa por sua presença ativa nos principais espaços de participação e controle social do país, bem como por sua atuação nos organismos internacionais dedicados à promoção dos direitos humanos e da inclusão das pessoas com deficiência.

Nos últimos anos, a ONCB ampliou sua capacidade de mobilização ao coordenar o Programa Ágora Brasil de Empregabilidade, criar o Selo ONCB de Inclusão e Acessibilidade (SOINA), estruturar a maior plataforma de conteúdos em áudio da América Latina sobre inclusão por meio da Rádio ONCB e realizar, em São Paulo, o 11º Encontro Mundial da Deficiência Visual, maior evento promovido no mundo sobre a temática e o primeiro sediado na América Latina.

Os 18 anos da ONCB reafirmam um compromisso permanente com a construção de uma sociedade mais democrática e inclusiva. Trajetória marcada pela defesa intransigente dos direitos humanos, pelo fortalecimento do movimento social organizado e pela certeza de que nenhuma política pública voltada às pessoas com deficiência pode ser construída sem a participação efetiva de quem vive essa realidade.

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