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ONCB News – Nº 5

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ONCB-News // Informativo da Organização Nacional de cegos do Brasil // 05- 25 de outubro de 2010

Realização: Assessoria de Comunicação da ONCB

D. Dorina é Indicada da ONCB para o Prêmio Direitos Humanos 2010

A Organização Nacional de Cegos do Brasil – ONCB, na qualidade de representante legal de dezenas de associações e instituições prestadoras de serviço a pessoas cegas brasileiras, apresentou o nome da Professora Dorina de Gouvêa Nowill para concorrer ao Prêmio Direitos Humanos 2010, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da república, na categoria “Garantia dos Direitos das Pessoas com Deficiência, compreendendo a atuação em prol da equiparação de oportunidades, da inclusão social e da promoção e defesa dos direitos das pessoas com deficiência “.
O prêmio, composto por uma escultura e um certificado, é concedido pelo Governo Federal a pessoas e organizações cujos trabalhos na área dos Direitos Humanos sejam merecedores de reconhecimento e destaque por toda a sociedade.
Os critérios de participação no prêmio foram divulgados pela Portaria 1.968 de 2010, publicada no DOU de 17 de setembro de 2010. A inscrição do nome de D. Dorina de Gouveia Nowill foi encaminhada no dia 17 de outubro último
Esta iniciativa da ONCB traduz o reconhecimento de todo o segmento das pessoas com deficiência visual do Brasil na a atuação e inestimável contribuição da Professora Dorina em prol do desenvolvimento e da inclusão social das pessoas com deficiência visual.
Tendo ficado cega aos dezessete anos, D. Dorina não se deixou abater pela dificuldade, mas, dedicou toda a sua vida à causa da cegueira, criando a Fundação Dorina Nowill para Cegos, FDNC e projetando a educação especial brasileira nas mais variadas esferas internacionais.
Sob sua influência, Helen Keller esteve em São Paulo, nos anos 50 do século XX e com essa visita D. dorina mobilizou o empresariado paulista para o processo de profissionalização e empregabilidade da pessoa cega.
Lutou pelo teste do olhinho, por políticas de prevenção da cegueira, por reabilitação e saúde para as pessoas com deficiência.
Foi figura de proa do movimento associativista internacional, tendo presidido o Conselho Mundial de Cegos, hoje UMC. A Fundação Dorina tem legado ao país, milhões e milhões de páginas em Braille, contemplando o ensino fundamental e médio, o ensino superior, e, uma vasta produção literária espalhada pelas diversas bibliotecas especializadas do país.
“Seu trabalho é reconhecido mundialmente. Sua Trajetória constitui-se numa lição de vida e é motivo de orgulho para todos nós brasileiros, deficientes visuais ou não”, afirma Moisés Bauer, presidente da ONCB.
Confira o passo a passo para que o prêmio seja concedido:

1 – As pessoas e instituições inscritas serão avaliadas e selecionadas em uma primeira fase pelo Comitê de Pré-Seleção composto por pessoas indicadas por órgãos do Governo Federal.
2 – As pessoas e instituições pré selecionadas na primeira fase serão encaminhadas à Comissão de Julgamento para seleção final.
3 – As pessoas e instituições selecionadas para o Prêmio Direitos Humanos 2010 receberão a premiação que ocorrerá em solenidade comemorativa ao Dia dos Direitos Humanos, marcada para o próximo dia 10 de dezembro.
Para que D. dorina seja a vitoriosa na área das pessoas com deficiência, será importante o empenho e a torcida das entidades filiadas, simpatizantes e amigos da ONCB e da causa da cegueira. A indicação pode ser apoiada e referendada através do envio de mensagens para o e-mail pdh@sedh.gov.br direcionadas ao Comitê de Pré-Seleção e Comissão de Julgamento do PDH.

Para maiores informações consulte o site www.direitoshumanos.gov.br ou faça contato com a Coordenação Geral de Educação em Direitos Humanos da SDH pelo e-mail: pdh@sedh.gov.br ou pelos telefones (61) 2025-7904, 2025-7905
Divulgue essa informação nas redes sociais, como facebook, twitter e orkute. Vamos nos mobilizar em torno da conseção do premio para D dorina, assegurando à sua luta mais esta homenagem!

Curso de aperfeiçoamento para dirigentes Cegos

Esta será mais uma iniciativa da ONCB: Um curso de Aperfeiçoamento para dirigentes Cegos, que será realizado em São Paulo, no período de 20 a 24 de novembro.
De acordo com informações colhidas na correspondência oficial de convocação para o curso, “Esta formação visa proporcionar aos dirigentes que estão ocupando cargos de diretoria em entidades afiliadas a ONCB, o aprofundamento na preparação técnica e política necessárias para o redirecionamento das instituições brasileiras, no que diz respeito à filosofia, à gestão e à auto- sustentabilidade das organizações.
O curso será desenvolvido por meio de cinco eixos básicos da administração: movimento nacional e internacional de Cegos, gestão de pessoas, gestão administrativa e financeira, captação e gestão de recursos, comunicação e marketing.
Para o desenvolvimento desta ação, a ONCB conta com o apoio financeiro da Fundação ONCE de Solidariedade para a América Latina – FOAL, mediante aprovação parcial de projeto encaminhado àquele órgão.

Ulac 25 Anos

A ONCB felicita a União Latinoamericana de Cegos, Ulac, pelos seus 25 anos de existência e atuação em defesa dos direitos e interesses das pessoas com deficiência visual do continente.
A fundação da Ulac ocorreu em 25 de novembro de 1985. Desde então, o brasil foi protagonista também do seu crescimento e da sua visibilidade.
Adilson Ventura, cuja perda ainda é recente e emociona ao movimento tiflológico nacional e internacional, presidiu a União por dois mandatos, e, por seu intermédio, pelo menos duas assembléias gerais e congressos da Ulac ocorreram em nosso país.
Para comemorar seus 25 anos de fundação, a Ulac realizará, a jornada que tem por tema ““Una historia como fundamento, compromiso y proyección”. O evento acontecerá no dia 15 de novembro, na cidade de Mar Del Plata (Argentina), lugar onde a Ulac foi fundada.
Peça mais informações sobre a jornada. Quer participar? Mande e-mail para: info@ulacdigital.org

ONCB-News

Este é o nosso informativo, dirigido às filiadas e ao público em geral. Mande suas críticas, sugestões e notas informativas.

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ONCB News – Nº 4

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ONCB-News // Informativo da Organização Nacional de cegos do Brasil // 04- 28 de agosto de 2010
Twitter: @oncbbrasil

Realização: Assessoria de Comunicação da ONCB

Audiodescrição: Uma Luta de mais de 29 milhões de Cidadãos Brasileiros

Casado, funcionário de carreira da Prodam em São Paulo, dedica pelo menos duas horas de cada um dos seus dias, à luta pela audiodescrição na TV, no cinema e em espetáculos audiovisuais em geral.estamos falando de Paulo Romeu Filho, que integrou recentemente a equipe de consultores da ONCB para as questões de acessibilidade.
Segundo ele, a audiodescrição é hoje uma luta que interessa diretamente a 14 por cento da população brasileira, 29 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Interessa ainda, aos familiares e amigos dessas pessoas, e a todos aqueles que lutam por igualdade de direitos.
Confira a seguir, a entrevista que ONCB-News realizou com Paulo Romeu. Conheça um pouco da atuação da ONCB nesse processo, veja como em outros países, os governos encaram a audiodescrição, saiba como será importante, agora e futuramente, a nossa mobilização e engajamento nessa luta.

ON: Paulo Romeu: Casado, Pai de família,funcionário de carreira da Prodam. Entretanto, não se pode falar hoje em audiodescrição sem que seu nome seja pronunciado. Como tudo isso começou? Quanto tempo da sua rotina você tem dedicado à luta pela audiodescrição?

PR: Tudo começou em 2005 quando assisti o filme Irmãos de Fé, o primeiro DVD lançado no Brasil com audiodescrição. Imediatamente percebi o potencial do recurso para a inclusão das pessoas com deficiência, permitindo o desfrute com total compreensão de todos os tipos de espetáculos e obras audiovisuais.

Naquela época, a ABNT estava elaborando uma norma técnica de acessibilidade específica para a televisão, que tratava do closed caption e da interpretação em LIBRAS para as pessoas surdas. O lançamento de Irmãos de Fé deu os subsídios para que a audiodescrição também fosse incluída na norma. Por sua vez, a norma da ABNT forneceu o embasamento técnico necessário para que o Ministério das Comunicações publicasse a Norma Complementar nº1/2006, concretizando a regulamentação dos dispositivos da Lei 10098 e do Decreto 5296 referentes à acessibilidade na televisão.

Em 2008, o Ministério das Comunicações, atendendo solicitação das emissoras de televisão, suspendeu a obrigatoriedade de transmissão de programas com audiodescrição, o que levou as discussões muito mais para o campo político do que técnico. Passei então a atuar como assessor das antigas UBC e FEBEC, e posteriormente da ONCB, para as negociações que passaram a acontecer entre as representações das pessoas com deficiência, as representações das emissoras de televisão e o Ministério das Comunicações

Foram dois anos de muito trabalho com a participação em reuniões técnicas, elaboração de cartas, ofícios e pareceres para as inúmeras consultas públicas promovidas pelo Ministério das Comunicações, até que, finalmente, em maio de 2010, uma nova portaria restabeleceu a obrigatoriedade da veiculação de programas televisivos com audiodescrição a partir de 2011.

Não saberia dizer quantas horas, minhas e de muitas outras pessoas, foram dispendidas nessas atividades que certamente tomaram boa parte de nosso tempo disponível. Atualmente, enquanto contamos os dias que faltam para julho de 2011, uso pelo menos duas horas por dia pesquisando por notícias, trabalhos acadêmicos, ou elaborando artigos para publicar no Blog da Audiodescrição, que criei com o propósito de ajudar na divulgação do recurso, servir como repositório de documentos para todos que já pesquisam sobre o assunto, informar e mobilizar as pessoas com deficiência e a sociedade em geral sobre nosso direito, agora garantido inclusive por uma convenção da Organização das Nações Unidas, de termos cinema, teatro e televisão em formatos que incluam os recursos de acessibilidade de que precisamos.

ON: Audiodescrição: descrição de imagens e sons não literais em produções audiovisuais como filmes, peças de teatro, programas televisivos, óperas e outros. Você diria que essa idéia já pegou entre as pessoas com deficiência visual no Brasil?

PR: Entre aqueles que já tiveram a oportunidade de assistir algum evento com audiodescrição, tenho certeza que sim.

Em todos os eventos audiodescritos que já participei, é muito gratificante ver a satisfação e o deslumbramento de todos aqueles que tiveram contato com o recurso pela primeira vez.

As pessoas cegas sabem naturalmente o que é a audiodescrição, pois já foram em cinemas, teatros, ou até mesmo em casa assistiram a um DVD ou a televisão, e tiveram alguma pessoa lhes descrevendo cenas impossíveis de serem compreendidas sem o uso da visão. Mas a audiodescrição feita de forma profissional é muito diferente daquela feita por nossos familiares e amigos, daí o deslumbramento com o recurso e a satisfação de se ver respeitado como qualquer cidadão.

De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2000, somos aproximadamente 16 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência visual. Em 2009, o Ministério da Cultura patrocinou uma pesquisa que apontou números surpreendentes, tais como: menos de 9% dos municípios brasileiros possuem salas de cinema, pouco mais de 20% dos municípios possuem teatros. Por outro lado, a pesquisa mostrou que mais de 95% das residências possuem aparelhos de televisão.

A análise destes números leva a conclusão evidente: apesar de grande parte das pessoas com deficiência visual já terem ouvido falar na audiodescrição, a maioria delas ainda não teve oportunidade de conhecê-la porque as emissoras comerciais de televisão ainda não transmitiram absolutamente nenhum programa com o recurso, enquanto que o cinema e o teatro têm abrangência muito mais restrita e estão concentrados nos grandes centros.

Apesar de boa parte das pessoas surdas darem preferência para a comunicação na língua de sinais, o closed caption, ou legendas específicas para os surdos, tornou-se popular entre eles porque a televisão, o mais democrático e mais abrangente meio de comunicação conforme demonstrado na pesquisa do Ministério da Cultura, vem continuamente aumentando a quantidade de programas que transmitem com o recurso em âmbito nacional.

Não tenho dúvida de que o mesmo acontecerá com a audiodescrição quando ela também estiver presente nos programas de televisão.

ON: Enquanto que nos países da Europa e nos Eua, a ad já é uma realidade desde a década de oitenta do século XX, como está a situação no Brasil?

PR: Sua pergunta me fez lembrar de uma reunião que participei no Ministério das Comunicações em 2008. Na ocasião, respondendo a uma afirmação dos radiodifusores que diziam ser a audiodescrição inexistente no Brasil, apresentamos uma pesquisa feita no Google pelo termo “audiodescrição”, que retornou aproximadamente 400 resultados em páginas da Internet brasileira. Hoje, pouco mais de dois anos depois, o Google apresenta dezenas de milhares de resultados para a mesma pesquisa.

No Blog da Audiodescrição é possível comprovar o crescente aumento da quantidade de eventos que disponibilizam o recurso da audiodescrição por todo o país: espetáculos de ópera, peças teatrais, apresentações de dança, sessões de cinema, desfiles de moda, passeios turísticos, palestras e seminários. Também é crescente a quantidade de trabalhos acadêmicos publicados por pesquisadores brasileiros sobre a audiodescrição, inclusive abordando o uso do recurso em sala de aula.

Portanto, estranho a declaração feita pelo assessor jurídico do Ministério das Comunicações em julho último, no qual afirmou que a audiodescrição no Brasil ainda acontece esporadicamente. Essa era a realidade em 2006, mas não corresponde ao que se pode constatar em 2010.

ON: Qual é o profissional que deve fazer audiodescrição? A propósito, o Brasil já tem bons profissionais nessa área?

PR: O profissional de audiodescrição precisa ter bons conhecimentos de tradução semiótica, linguagem teatral, linguagem fílmica, amplo vocabulário, capacidade de síntese, elaboração de roteiros, conhecimento das técnicas e softwares empregados na edição e produção de audiovisuais. Enfim, é necessário um conjunto de conhecimentos específicos em várias disciplinas, principalmente das áreas de comunicação, educação e letras.

Mas a principal característica do perfil de um audiodescritor deve ser a empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar de um espectador com deficiência e saber exatamente o que precisa e o que não deve ser descrito, não superestimando nem subestimando a capacidade de percepção e compreensão desses espectadores.

Nesse ponto, o Brasil certamente já possui profissionais com grande competência e experiência.

A primeira notícia que temos da realização de audiodescrição no Brasil é de 1999 na cidade de Campinas, mas foi a partir de 2003 que tomou maior impulso. Desde então, audiodescritores brasileiros têm participado de diversos workshops e oficinas realizados com a participação de profissionais conceituadíssimos como Berd Benneck, Joel Snyder, Joe Clarck.

Prova da competência dos audiodescritores brasileiros é o fato de alguns deles já estarem sendo solicitados para ministrar cursos e realizar trabalhos em outros países por emissoras de televisão, grupos teatrais, além de convites para participação e exposição de suas pesquisas em congressos internacionais.

ON: Há como fazer previsões? Acredita que estaremos como, daqui a dez anos, com respeito à ad no Brasil?

PR: Em países como a Inglaterra, já existem mais de trezentas salas de cinema e teatro que disponibilizam sessões audiodescritas regularmente, algumas emissoras de televisão do Reino Unido já transmitem 30% de sua programação com audiodescrição apesar de estarem obrigadas a veicular somente 10%.

Alguns dias atrás, li uma notícia em que o presidente dos EUA, Barac Obama, afirmou em um evento em comemoração pelo vigésimo aniversário da ADA – Americans Disabilities Act, que a audiodescrição também vai se tornar obrigatória naquele país.

Em outros países como Portugal, Espanha, Austrália, Japão, Canadá, Itália, Alemanha, Holanda, dentre vários outros, a audiodescrição também já acontece regularmente.

No Brasil, a última portaria do Ministério das Comunicações publicada em maio deste ano estabeleceu a obrigatoriedade de veiculação de pelo menos duas horas de programação audiodescrita por semana pelas emissoras de televisão, aumentando essa quantidade um pouco a cada ano, até chegarmos a 20% da programação após dez anos. Em relação à outras mídias e tipos de manifestações culturais, ainda não existe regulamentação, mas a quantidade de eventos tem crescido espontaneamente.

Esses dados demonstram que a audiodescrição é um recurso de acessibilidade, uma ajuda técnica que vem sendo exigida em todo o mundo não apenas pelas pessoas cegas, mas também por pessoas com outras deficiências como disléxicos, pessoas com deficiência intelectual, idosos que têm suas capacidades reduzidas com o passar dos anos.

Portanto, assim como já acontece com o closed caption, a audiodescrição no Brasil certamente vai se tornar mais conhecida e mais aplicada com o passar dos anos

ON: Que filmes você recomendaria, os quais já têm o recurso da Ad e podem ser encontrados nas locadoras?

PR: Nas lojas e vídeolocadoras é possível encontrarmos três filmes brasileiros cujos DVDs foram produzidos com audiodescrição. São eles: Irmãos de Fé, o Signo da Cidade, e mais recentemente Chico Xavier.

A Programadora Brasil, distribuidora de filmes vinculada ao Ministério da Cultura, também disponibiliza diversos títulos com audiodescrição, mas somente para clubes de cinema, para exibição em sessões não comerciais.

Em Fortaleza, o grupo LEAD – Legendas e Audiodescrição da Universidade Estadual do Ceará também lançou um projeto que disponibilizará DVDs de filmes com audiodescrição regularmente.

Mas tenho notícias de que, muito em breve, uma das maiores produtoras e distribuidoras de filmes do Brasil passará a produzir todos os seus títulos com audiodescrição, assim como já faz com o recurso do closed caption.

ON: você diria que a ad ainda é uma luta das pessoas, individualmente? Como vai a participação das organizações de pessoas com deficiência nesse processo?

PR: Sei de muita gente envolvida e comprometida com essa luta, mas o poder econômico e a capacidade de lobby daqueles que são contrários a implementação da audiodescrição é imenso.

Desde 2005, as extintas UBC e FEBEC não exitaram em se colocar ao lado das pessoas com deficiência, participando, inclusive presencialmente, de todas as ocasiões em que o assunto foi tratado pelo Ministério das Comunicações.

A partir de 2008, a ONCB, que surgiu da unificação da UBC e FEBEC, tem demonstrado disposição e firmeza ainda maior em lutar pela concretização desse nosso direito.

A ONCB participa da ADPF 160como amicus curae, uma ação promovida pelo Conselho dos centros de Vida Independente – CVI-Brasil e pela Federação das Associações de Síndrome de Down – FBASD, que tramita no Supremo Tribunal Federal para exigir do Ministério das Comunicações as medidas necessárias para a efetivação desse direito das pessoas com deficiência. Estas mesmas instituições também participaram como litis consorte de um Mandado de Segurança para exigir do Ministério das Comunicações a reabertura de uma consulta pública sobre a audiodescrição em que os documentos para os quais o ministério solicitava contribuições foram divulgados em formatos inacessíveis para as pessoas cegas; mais recentemente, foi aprovado em assembléia da ONCB uma autorização para que a direção da entidade protocole uma denúncia contra o governo brasileiro no Comitê de Monitoramento da Convenção Sobre direitos das Pessoas com Deficiência da ONU.

A antiga Corde e o Conade também não faltaram com o seu compromisso de lutar pela implementação da audiodescrição no Brasil.

Portanto, do ponto de vista político e jurídico, as instituições representativas de pessoas com deficiência têm lançado mão de todos os instrumentos de que dispõe para garantir o respeito ao nosso direito.

Entretanto, voltando ao que disse no primeiro parágrafo dessa resposta, os contrários a implementação da audiodescrição dominam os principais meios de comunicação, apelidado de o “quarto poder da república”, e o argumento mais respeitado por eles é a opinião pública.

Como disse anteriormente, em 2000 éramos 16 milhões de brasileiros com algum nível de deficiência visual, 25 milhões de pessoas com todos os tipos de deficiências. Hoje, 10 anos depois, acredita-se que somos 29 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência.

Esse é um contingente que não pode ser desprezado, mas estou convicto de que apenas a atuação política e judicial das instituições representativas das pessoas com deficiência não será suficiente para fazer que empresários mais preocupados com seus lucros e que, em todas as oportunidades, sempre perguntam “quem vai pagar a conta”, cumpram suas obrigações. estou convencido de que também será necessário uma grande união e um grande esforço das instituições representativas, das entidades de, das entidades para, e também das próprias pessoas com deficiência no sentido de reivindicar do governo e dos meios de comunicação o respeito ao seu direito, informando e difundindo a audiodescrição na sociedade como um todo para formar um senso comum, evitando assim que venhamos a ter nova decepção em julho do próximo ano, repetindo o que já aconteceu em julho de 2008.

ON: suas últimas palavras para os leitores do ONCB-News?

PR: Agradeço muito a oportunidade de falar para os leitores do ONCB News sobre audiodescrição, e aproveito para convidá-los a se envolverem nesta luta pelo direito à cultura, à educação, à comunicação e ao lazer em formatos que contemplem os recursos de acessibilidade de que precisamos.

Para se manterem informados sobre essa batalha, acessem o Blog da Audiodescrição: http://blogdaaudiodescricao.blogspot.com .

CURTAS&CURTAS
Filiadas em Foco

O Conselho Municipal de Direitos das Pessoas com Deficiência da Cidade do Recife, Pe, tem entre seus membros da sociedade civil, uma filiada da ONCB. Trata-se da Associação Pernambucana de Cegos, Apec, que alcançou uma das vagas em disputa eleitoral ocorrida no último dia 13 de agosto. ONCB-News parabeniza a Apec e deseja êxito em sua representação, que se prolongará até 2012.
ONCB-News

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ONCB News – Nº 3

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ONCB-News // Informativo da Organização Nacional de cegos do Brasil // 03- 14 de agosto de 2010
Twitter: oncbbrasil

Realização: Assessoria de Comunicação da ONCB

ONCB-News Entrevista Primeiro Presidente da Organização

Filho de paraibanos, nascido no município de São José do Egito, hoje com 38 anos, Antonio José Ferreira, membro fundador e primeiro presidente da ONCB, tem em seu currículo, certificados de uma carreira exitosa na gestão de políticas públicas para pessoas com deficiência visual. Na sua vida pessoal, combinação de inteligência, coragem, bom humor e despreendimento são marcas que fazem dele um líder e um amigo.
E é com antonio José Ferreira que ONCB-News inaugura a sua sessão de entrevistas.Em 2008, quando então presidia a Associação Pernambucana de Cegos, Apec, antonio José trabalhou pela unificação do movimento e foi eleito primeiro presidente da recém criada ONCB, em julho daquele ano. O seu mandato durou até março de 2010, quando teve que abrir mão do cargo, para gerir a política nacional de articulação da pessoa com deficiência, na Corde, Brasília. Confira na íntegra a sua entrevista.

ON. Antes de presidir a ONCB, quantas vezes foi presidente da Apec?
AJ. No período de 1994 a 2000, fui tesoureiro e Vice-presidente, de 2001 a 2007 presidente por dois mandatos e atualmente estou tesoureiro, com mandato até o próximo ano.

ON. No município do Recife, ocupou cargos de relevância. Quais foram eles?
AJ. Fui assessor parlamentar da presidência da Câmara Municipal, Gerente da política da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã do Recife e Gerente de Políticas de Proteção da Proteção Social Especial da Secretaria da Assistência do Recife. Presidi também o Conselho Estadual de Assistência Social de Pernambuco.

ON. Sobre sua participação para As mobilizações e lutas pela unificação do movimento de cegos: como vc resumiria sua contribuição nesse processo?
AJ. Participei da Diretoria da extinta Federação Brasileira de Entidades de e Para Cegos – FEBEC, no Período de 2000 a 2004, realizando constantemente o debate sobre a unificação do movimento de cegos no Brasil; estive presente em vários estados junto às entidades representativas das pessoas cegas formulando essa discussão,
como também participei ativamente dos cinco seminários regionais promovidos pela referida Federação em 2008, discutindo a construção de um novo modelo de movimento nacional. .

ON. Qual sua função hoje na Corde, e de que forma acha que está
contribuindo com a luta do segmento de pessoas cegas?
AJ. Hoje sou Coordenador geral de promoção dos direitos das pessoas com deficiência da Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Secretaria dos Direitos Humanos , da Presidência da República, com a missão de formular e articular a execução das diversas políticas junto ao poder executivo, legislativo e judiciário, para que os direitos desse importante segmento sejam promovidos integralmente. Espero contribuir especificamente na área das pessoas Cegas, com um constante olhar quanto as reivindicações emanadas por esse movimento, para que resulte em melhoria na qualidade de vida e conseqüentemente inserção social.

ON. Difícil se fazer previsões. Entretanto, como você pensa que o
movimento evoluirá, como ele estará daqui a dez, vinte anos?
AJ. A unificação do movimento organizado de cegos, foi um significativo passo rumo a consolidação de nossos direitos. Alcançaremos em breves tempos grandes conquistas que resultarão no pleno reconhecimento de todas as entidades de e para cegos, da sociedade em geral, ocuparemos espaços representativos no poder legislativo, executivo e em diversas organizações internacionais.

ON. Na vida pessoal, quais são seus planos? Sonhos? Esperanças?
AJ. Almejo concluir a formação acadêmica, passar em um novo concurso público, ver meus filhos formados e engajados no mercado de trabalho e contribuir efetivamente para a melhoria de vida de tantos brasileiros e brasileiras que infelizmente nem se quer ainda sabem que tem direito a terem direitos…

ON. Suas últimas palavras, alguma mensagem que queira deixar para os leitores?
Aj. Agradeço ao convite para participar deste espaço, parabenizo a diretoria e a assessoria de comunicação pela exitosa iniciativa, envio um afetuoso e forte abraço a todas e todos.

Aproveito ainda para Deixar a seguinte reflexão:
Humildade, valorização das pessoas e o respeito as diferenças, são atributos indispensáveis para o permanente crescimento de nossas entidades e conseqüentemente de nosso movimento organizado.

Esportes: AtletasBrasileiros Disputam com Garra Paraolímpico Mundial de Natação (Colaborou, : Karolline Salles, Assessora de comunicação da ONCB)

: Terá início amanhã, 15 de agosto, em Eidhoven – Holanda, o Mundial Paraolímpico de Natação, que ocorrerá até o dia 22 de agosto.
Composta pelos principais nadadores paraolímpicos brasileiros, a seleção do nosso país participa do Mundial com 24 atletas. São oito mulheres e 16 homens. A média de idade é de 27,5 anos, dois a menos que em Pequim 2008,
quando a média foi de 29,5 anos. Por integrar jovens promessas e atletas experientes, o Brasil chega para a competição com a expectativa de medalhas e conquistas de vagas para as Paraolimpíadas de Londres 2012.
“A natação é um dos principais esportes paraolímpicos do país. A estratégia do CPB para os Jogos de Londres inclui fundamentalmente a natação, já que a modalidade foi responsável por quase 50% das medalhas conquistadas em Pequim. Por estar exatamente no meio do ciclo paraolímpico, o Mundial é um ótimo termômetro para sabermos a atual condição do Brasil”, avalia Andrew Parsons, presidente doComitê Paraolímpico Brasileiro, CPB..
Em Pequim, a natação ficou em oitavo lugar, com 19 medalhas conquistadas. Foram oito de ouro, sete de prata e quatro de bronze. No quadro geral, o Brasil terminou os Jogos em nono lugar, com 47 medalhas.
Considerada pela comissão técnica brasileira como a competição mais importante dos últimos dois anos, o Mundial reunirá 655 atletas de 54
países.
Apontado como a principal esperança de medalhas do Brasil ao lado de Andre Brasil, Daniel Dias promete fazer bonito no Mundial.
“Vou disputar sete provas individuais. Espero conquistar medalha em todas. De preferência de ouro”, disse Daniel ao site do CPb: www.cpb.org.br

Educação: Aluna Cega Conclui Curso de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (Colaborou, : Evangel Vale, Salvador, Ba)

A notícia parece corriqueira, mas não o é. Em seus quarenta anos de existência, o curso de graduação em Psicologia da Universidade Federal da Bahia formou pela primeira vez uma estudante com deficiência visual. A colação de grau ocorreu no último dia 3 de agosto, e entre os sete formandos, estava Luzia Mascarenhas, primeira aluna com cegueira a concluir o curso.
Acessibilidade. Essa foi a palavra chave que permitiu a Luzia quebrar esse recorde negativo da Unidade de Psicologia da UFBA. De acordo com a Profa. Mônica Lima, docente do IPS, acessibilidade é um dos grandes desafios para todas as pessoas com necessidades especiais de formação. Para o acompanhamento de Luzia, a docente coordenou um projeto especifico apoiado pelo Programa Permanecer-UFBA nos últimos três anos, Esse projeto incluía a participação de dois estudantes bolsistas que auxiliavam a formatação dos textos e livros didáticos para leitura de programa computadorizado, facilitando o processo de aprendizagem da aluna. Além disso, contou com o apoio do Projeto Incluir e do Programa de Reorientação da Formação de Profissionais de Saúde, iniciativas conjuntas dos ministérios da Educação e da Saúde, respectivamente, com a UFBA.
“Este acontecimento reforça a necessidade de apoio para todos aqueles que precisam apenas de acessibilidade para terem direito à educação superior pública, democrática e de qualidade”, salienta Mônica

CURTAS&CURTAS

Acessibilidade em pauta

A Consultoria em Acessibilidade da ONCB ganha mais um colaborador de peso. Paulo Romeu Filho aceitou convite da presidência da ONCB para fazer parte da Consultoria, apoiando as ações da ONCB em favor de lutas pela audiodescrição, acessibilidade ao livro e à leitura, assim como normatizações relevantes na área da acessibilidade em geral. ONCB-News dá as boas Vindas ao Paulo Romeu e promete para breve, entrevistá-lo para os nossos leitores.

Acessibilidade em Pauta 2

Márcio Aguiar, também consultor em acessibilidade pela ONCB, assumiu recentemente a relatoria da Campanha Nacional de Acessibilidade 2010 do Conade, atendendo a convite da presidente do órgão, Denise Granja.ONCB-News parabeniza nosso consultor por mais essa empreitada e estamos certos do seu êxito no desempenho da mesma.

III Congresso Muito Especial (Colaborou, Cintia Pereira, RJ)

Estão abertas as inscrições para o III Congresso Muito especial de Tecnologias assistivas e Inclusão social das Pessoas Com Deficiência do rio de Janeiro. O evento ocorrerá no período de 23 a 26 de agosto, e é uma promoção do Instituto Muito especial e do Ministério de Ciência e Tecnologia. Local: Centro de Convenções SulAmérica
Endereço: Av. Paulo de Frontin, 01 (esquina com a Av. Presidente Vargas – Próximo a estação de metrô Estácio) – Cidade Nova – Rio de Janeiro – RJ
Inscrições gratuitas. Vagas limitadas.

Atualizando

O site da ONCB está sendo atualizado com mais freqüência pela assessoria de comunicação da entidade. Os números já divulgados do ONCB-News estão lá, além de outras novidades, que você pode acompanhar em nosso endereço web:

WWW.oncb.org.br
A partir do próximo número, ONCB-news será disponibilizado diretamente no site,com resumo por correio eletrônico para nossos leitores.

ERRAMOS

Em nosso ONCB-News 02, demos informação incorreta, pelo que pedimos desculpas aos nossos leitores. Afirmamos, na matéria sobre balanço dos dois anos de existência da ONCB, que o presidente da República havia sancionado decreto instituindo o dia Nacional do Braille em 8 de abril, quando o correto é afirmar-se que o presidente da República assinou decreto instituindo o dia Nacional do Braille em 8 de abril.

ONCB-News

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ONCB News – Nº 2

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ONCB-News // Informativo da Organização Nacional de cegos do Brasil // 02- 31 de julho de 2010
Twitter: oncbbrasil

Realização: Assessoria de Comunicação da ONCB

Presidente da ONCB faz um Balanço dos Dois anos de Existência da entidade

O último dia 27 de julho marcou a data codos dois anos de existência da ONCB, criada em assembléia extraordinária, na cidade de João Pessoa, Paraíba, contando com o aval de dezenas de entidades de representação das cinco regiões do país. ONCB-News publica balanço desses dois anos de atuação, realizado pelo seu presidente, Moisés Bauer Luiz.
De acordo com suas informações, a ONCB participou diretamente das lutas mais significativas das pessoas com deficiência visual nesses dois anos, a exemplo da luta pelo livro didático em Braille, luta pela audiodescrição na televisão brasileira, gestões pela acessibilidade à moeda brasileira, defesa intransigente da política de inclusão social, profissional, educacional, sociocultural, e de atendimento à saúde do segmento.
No tocante à realização de eventos, a agenda da ONCB também foi muito positiva. Segundo Bauer, foi possível realizar um curso de formação de lideranças, na perspectiva da valorização dos associados das entidades filiadas. O ponto alto dos eventos da ONCB, foi o seu envolvimento no planejamento e participação direta nas ações do Bicentenário de nascimento de Louis Braille, comemorado em todo o mundo no ano de 2009.
Nesse âmbito, Bauer destacou a realização da V Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, no Senado Federal; participação em diversas sessões especiais, em câmaras municipais e Assembléias legislativas, em honra ao Bicentenário e ao legado de Braille para a humanidade; Solenidade de selo comemorativo ao Bicentenário instituído pelos correios e telégrafos; solenidade de cunhagem de moedas em ouro, prata e bronze pela casa da Moeda do Banco Central Brasileiro. Evento comemorativo do bicentenário, realizado no Congresso Nacional, reunindo mais de trezentos participantes, na sua maioria, pessoas cegas e com deficiência visual.
O Dia Nacional do sistema Braille, aprovado por decreto já assinado pelo presidente da República, e que será comemorado na data de 8 de abril de cada ano, é, para Bauer, uma das conquistas da luta incessante da ONCB e das suas filiadas a ser destacada como homenagem maior ao legado de Louis Braille, pelas pessoas cegas do Brasil.

Movimento Internacional
A reabilitação do movimento brasileiro de cegos junto à União Mundial de Cegos, através da quitação de quotas da nossa participação, esse é, para Moisés, um outro feito da ONCB, que nesses dois anos, conquistou ampla participaçção também na União Latino americana de Cegos.
Orgulho para as suas filiadas, o presidente da ONCB integrou a comissão brasileira que negociou em Genebra, um protocolo mundial pela propriedade intelectual, reunindo autores, editores e representantes da União Mundial de Cegos.
O relatório da ONCB, documento que pode ser consultado por todos os que desejem conhecer as suas atividades nesses dois anos, reúne, em suas sete páginas, a trajetória bem sucedida de uma entidade que, para o seu presidente, “nasceu sob o signo da unificação, em busca de uma agenda única de lutas do segmento,da necessidade de uma luta racional mas intransigente, pelos direitos das pessoas com deficiência, em todas as instâncias de uma sociedade que ainda nos discrimina e nem sempre reconhece nossas necessidades ao acesso à educação, saúde, trabalho, à cultura e ao lazer”.

ONCB Conta com Assessorias e Consultorias em Áreas Relevantes

Quatro consultorias e duas assessorias, reunindo cerca de vinte especialistas e técnicos de diversas áreas. Essa é a estratégia da ONCB, para intervir com conhecimento, autonomia e competência na agenda de lutas das pessoas cegas no Brasil.
A seguir, um quadro desses serviços de apoio, com os seus respectivos responsáveis:

Consultores e Assessores da ONCB

Consultores Jurídicos
Luis Claudio da Silva Rodrigues de Freitas
Airton Carvalho Leão
Genésio Fernandes Vieira

Consultores da Assistência Social
Carlos Eduardo Ferrari
Antonio Muniz da Silva

Consultores de Acessibilidade
Clóvis Alberto Pereira
Márcio Castro de Aguiar

Consultores de Educação e Reabilitação
Angélica de Oliveira Dias
Edivaldo Ramos da Silva
Patrícia Neves Raposo

Assessoras de Comunicação
Joana Belarmino de Souza
Karolline Fernandes Sales

Assessores de Articulações Políticas
Mizael Conrado de Oliveira
Adilson Ventura

Consultoras para assuntos relacionados às mulheres cegas
Viviane Ferreira da Silva – região sudeste
Lenice Maria do Couto – região nordeste
Vera Lúcia Sábio – região norte
Patrícia Lisboa da Rosa – região sul
A região centrooeste indicará nos próximos dias sua representante.
No último dia 16 de julho, em São Paulo, foi possível reunir a maioria desses técnicos e especialistas, que avaliaram sua atuação na ONCB e traçaram metas para suporte à diretoria, nas ações do seu planejamento estratégico a ser executado até 2011.

CURTAS&CURTAS

Lei dos Direitos autorais
A ONCBJá tem em mãos, e encaminhará brevemente ao Ministério da Cultura, sua manifestação quanto a alteração da lei de direitos Autorais, cuja consulta foi prorrogada até o dia 31 de agosto próximo. Através de parecer elaborado pelo seu consultor jurídico, Luís Cláudio deFreitas, a manifestação recomenda alteração de redação do artigo 46, em seu inciso 9, buscando, em primeiro lugar, adequar o conceito de pessoas com deficiência ao fixado na convenção sobre os direitos das Pessoas com Deficiência da Onu, introduzida no ordenamento jurídico brasileiro com status de norma constitucional, na forma do decreto nº 6.949/09. Recomenda ainda, a necessidade da permanência da vedação à finalidade comercial, para que se preserve o direito de propriedade do autor. A manifestação encerra-se afirmando que “Por fim, cabe consignar que a ONCB pugna pelos direitos das pessoas com deficiência visual na defesa da dignidade da pessoa humana e da acessibilidade a ela inerentes”.

ONCB No Twitter

A ONCB é umais uma das usuárias da rede social twitter, contando já com mais de vinte seguidores, entre pessoas cegas e organizações. Para seguir a ONCB e conhecer suas inserções, atualizadas diariamente, basta adicionar no seu twitter, o perfil oncbbrasil.

Avape conquista recertificação ISO 9001:2008

A Avape, uma das entidades filiadas da ONCB, obteve a recertificação ISO 9001, versão 2008, norma que estabelece um modelo de gestão para a melhoria contínua da organização.
Após auditoria em todas as Unidades, em novembro de 2009, a recertificação foi conferida pelo órgão internacional DNV – Det Norske Veritas. A versão 2008 prevê maior foco em meio ambiente, segurança e no ambiente de trabalho, como condições físicas, ambientais, ergonômicas e acessíveis.
A.Avape busca a participação de todos os colaboradores para atitudes que resultem em maior economia de energia, (como apagar as luzes e desligar o ar condicionado ao sair) e eliminação de desperdícios (como reduzir impressões desnecessárias e uso de copos descartáveis).
De acordo com release distribuiídopela Avape, a Associação foi a primeira instituição do mundo a receber, em 1996, o certificado ISO 9001 pela DNV.

Hotel do Próximo Evento dosvox Desrespeita Lei do Cão Guia

A denúncia está no twitter, e foi feita por alberto Clovis Pereira. Pessoas cegas, usuários de cão guia, estão tendo dificuldades para fazer suas reservas no Plaza Cascavel, hotel do próximo encontro Dosvox. Alberto Pereira documentou duas tentativas de reserva, através de gravação. Na primeira, quando disse ser usuário de cão guia e pessoa cega, recebeu a informação de que o hotel já estava lotado para os dias do evento. Na segunda tentativa, sem se identificar como pessoa cega, Pereira conseguiu com facilidade a sua reserva para os quatro dias.
As gravações, disponibilizadas no yo tube, revelam insensibilidade e preconceito da parte dos dirigentes do hotel. Um dos seus gerentes, que se identificou como Ari, disse lamentarnão ter sido informado de que animais seriam levados para o hotel, tendo afirmado que muitos hóspedes não se sentirão bem tendo a companhia de cães.
Indignado, Beto Pereira promete acionar a justiça, caso o hotel não mude a sua conduta e leve em conta a lei do Cão guia, permitindo o direito de ir e vir com autonomia, das pessoas cegas usuárias de cães guia para sua locomoção dentro do hotel.
Consultor de acessibilidade na ONCB, Beto Pereira merece todo o nosso apoio e solidariedade.

ONCB-News

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ONCB News – Nº 1

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ONCB-News // Informativo da Organização Nacional de Cegos do Brasil 01, 24 de julho de 2010

Realização: Assessoria de Comunicação da ONCB
Twitter: oncbbrasil

ONCB realiza Seminário sobre Democracia Participativa

Quarenta e duas entidades brasileiras de e para cegos, oitenta participantes de vinte estados da federação, esses são os números mais expressivos do Seminário sobre Democracia Participativa e o Papel das Instituições de e para Cegos na construção de Políticas Públicas, realizado entre os dias 16 a 18 de julho, na cidade de São Paulo.
O evento foi uma realização da ONCB, em parceria com a Associação de cegos do rio Grande do sul, Acergs, e contou com pelo menos treze palestrantes dos poderes públicos, nas esferas federal, estadual e municipal, com uma programação técnicocientífica voltada para as políticas públicas de atendimento às pessoas com deficiências nessas insttâncias de governo.
De acordo com o presidente da ONCB, Moisés Bauer, o evento foi coroado de êxito, atendendo plenamente aos seus objetivos, graças à intensa mobilização das entidades filiadas, que conseguiram mobilizar o segmento da deficiência visual. Bauer aproveitou ainda a oportunidade para agradecer a outros apoiadores da iniciativa, a saber: Subsecretaria Nacional de promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria de Atenção a Saúde do Ministério da Saúde e Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade reduzida da Cidade de São Paulo.

Assembléia da ONCB Aprova deliberações Importantes para a Luta das Pessoas Cegas

Vinte e um delegados, representando entidades filiadas à ONCB de vinte estados brasileiros, participaram da assembléia geral ordinária da organização, realizada na noite do último dia 17 de julho, nas dependências do Planalto In Shewton Hotel, na cidade de São Paulo.
Aprovação do relatório de atividades referente ao período de junho de 2009 a junho de 2010, homologação do parecer do Conselho Fiscal, sobre as contas da ONCB do exercício de 2009, assim como a previsão orçamentária 2010-2011, fizeram parte do edital de convocação da assembléia, que, aprovou também, em sua pauta de assuntos gerais, deliberações relevantes para a agenda de lutas da entidade.
As notícias a seguir, trarão informes sobre essas deliberações que serão encaminhadas pela ONCB.

ONCB Reforça em sua Assembléia, Necessidade de Luta e Mobilização em Defesa da Audiodescrição

A implementação da audiodescrição em programas televisivos, preocupação que norteou muitas das ações da ONCB no ano de 2009, continuará na ordem do dia da entidade, para suas lutas em 2010.
A assembléia do dia 17 de julho aprovou deliberação que autoriza a entidade, através das suas consultorias,a empreender estudo e gestões para uma denúncia formal do governo brasileiro junto ao Comitê de Monitoramento da Organização das Nações Unidas,pois já são mais de cinco anos de uma disputa burocrático jurídica que dificulta e impede o cumprimento do direito ao acesso à informação e à comunicação para milhares de pessoas com deficiência visual, no que toca aos conteúdos televisivos.
A audiodescrição já deveria ter sido implementada há pelo menos três anos, entretanto, o Minicom, atendendo a gestões dos proprietários da radiodifusão brasileira, vem adiando sistematicamente o cumprimento da medida. A última portaria, alterando o cronograma de implantação da Ad, foi publicada em 25 de março deste ano, dando pelo menos dez anos de prazo às empresas radiodifusoras para a readequação de suas metas de criação do serviço.
Para o presidente da ONCB, Moisés Bauer, há que se ter muita disposição de luta e cobrança sistemática da parte do segmento de pessoas com deficiência, a fim de que essa trajetória desfavorável possa ser modificada.

ONCB Participará da Consulta Pública do DecretoLei de direitos autorais

A ONCB participará da consulta pública que altera a lei de direitos autorais, encaminhando manifestação nesse sentido, a qual possa assegurar e preservar o direito das pessoas cegas e com deficiência visual à acessibilidade ao livro e a leitura.
O teor da manifestação também será encaminhado às filiadas da ONCB, a fim de que as mesmas participem da consulta pública, que se encerra no dia 28 de julho, e possam reforçar a luta do segmento pela regulamentação da acessibilidade ao livro.

Relatório da ONCB revela Significativa Agenda de Lutas e Conquistas

Criada em 27 de julho de 2008, em apenas dois anos, a ONCB já realizou muito. É o que revela o seu relatório de atividades do exercício passado, aprovado na sua assembléia geral do último dia 17 de julho. Neste primeiro ONCB-News, apresentamos aos nossos leitores, um quadro geral da representação da organização, nacional e internacionalmente.
O documento de sete páginas, contém dados e números expressivos dessa atuação. Em representatividade nacional, a ONCB já conta com 54 associações filiadas, representando assim, vinte estados da federação, distribuídos pelas cinco regiões geográficas do Brasil.
A ONCB também já conquistou assento no Conselho Nacional de Saúde, CNS, Conselho Nacional deDefesa da Pessoa com Deficiência, Conade,e da Comissão Brasileira do Braille-Mec, CBB-Mec, além do Comitê Iberoamericano do Braille.
Em âmbito internacional, a ONCB ocupa na União Latinoamericana de Cegos, Ulac, a sua segunda vice presidência, na pessoa do seu secretário geral, Volmir Raimondi. Conquistou também,as secretarias de prevenção da cegueira, Secretaria de Capacitação e emprego, e dos comitês, Iberoamericando do Braille e comitê Indígena da Ulac.
No próximo ONCB-News, apresentaremos mais dados do relatório da ONCB 2009.

Curtas&Curtas

ONCB no Twitter

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Mulheres

A consultoria de mulheres da ONCB mantém a sua estrutura de cinco membros por região e reforçará em 2010, sondagem para mapear um perfil geral das mulheres cegas no Brasil. Responda nosso questionário de sondagem, encaminhando o documento a esta consultoria.

ONCB-News

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